A virgindade para mulheres e homens

Embora ainda exista muitas dúvidas e mitos em relação a virgindade, hoje em dia essa palavra deixou de carregar tanta polêmica e tornou-se um tema mais aberto, principalmente entre os jovens, que estão arranjando parceiros e começando suas vidas sexuais cada vez mais cedo.

Ao contrário do que muitos pensam, perder a virgindade nem sempre é um ‘mar de rosas’, afinal, a ansiedade do momento somada a inexperiência às vezes faz como que a primeira vez passe longe do que você idealizou. Porém, indiferente dos inconvenientes que possam surgir, a estreia da vida sexual fica para sempre gravada em sua memória.

O início da vida sexual é um momento de transição, de descobertas, tanto para os homens quanto para as mulheres. Depois da primeira vez, vários aspectos relacionados ao sexo mudam, isso porque desvendamos o que realmente acontece em uma relação sexual, assim como passamos a nos conhecer melhor e descobrir nosso próprio corpo e o corpo do outro.

Qual o momento certo para perder a virgindade?

Segundo algumas pesquisas, a idade média em que os jovens brasileiros estão iniciando sua vida sexual é por volta dos 16 anos, apesar da sexualidade aflorar nos meninos e meninas bem antes disso, com o desenvolvimento dos órgãos sexuais.

Na verdade, não existe uma idade certa para perder a virgindade. Porém, vale salientar que ter maturidade e algum desenvolvimento corporal são fatores muito importantes para quem cogita ter a primeira vez. Além disso, é preciso ter em mente que o sexo só deve acontecer quando você e seu (sua) parceiro (a) quiser e sentirem-se preparados.

Não se deixe levar por pressão dos amigos ou por medo de receber “rótulos” por ainda ser virgem, respeite seus limites e suas vontades. Perder a virgindade é uma memória que te acompanhará para sempre, por isso só faça quando se sentir verdadeiramente pronta (o).

Meninas x meninos

Atualmente, a virgindade é um tema tratado igualmente entre meninas e meninos, mas nem sempre foi dessa maneira. Até a alguns anos atrás, mulheres abordarem esse tipo de assunto era muito mal visto pela sociedade. Existia a forte tradição, tanto social quanto religiosa, de que a mulher deveria casar-se virgem e não ter outro parceiro que não fosse o marido. Em outras palavras, por muito tempo as mulheres foram consideradas uma peça sexual em prol do prazer masculino.

Apesar dos valores tenham se transformado com o passar dos anos, principalmente com o surgimento do anticoncepcional e a emancipação sexual feminina, e sexo agora seja um assunto para homens e mulheres, ainda é notável que existe certas diferenças entre meninos e meninas no que se refere a virgindade e sexualidade.

Enquanto os meninos são incentivados a conhecer o próprio corpo e até mesmo a se masturbarem, meninas são frequentemente repreendidas quando se tocam ou perguntam sobre sexo. Ou seja, a sexualidade feminina e o prazer feminino não são incentivados. Por essa razão, muitas meninas sentem-se inseguranças e possuem travas a respeito do sexo, o que influencia diretamente na perda da virgindade.

A maioria das garotas têm medo da primeira vez. Medo do que vai acontecer, de como agradar, entre tantas outras inquietações. Tudo porque são condicionadas a satisfazer o parceiro e não pensam no prazer próprio, o que pode influenciar para que sejam mulheres frustradas sexualmente no futuro.

Quanto aos meninos, embora não tenham tantas travas e conheçam mais seus corpos, também possuem seus dilemas. Ao contrário das meninas, os garotos sofrem com a pressão de que, para tornarem-se verdadeiramente adultos, homens, precisam perder a virgindade. Quando um menino não é o “garanhão”, acaba sofrendo discriminação e vira até motivo de gozação entre os amigos.

Por essa razão, na adolescência, virgindade é vista quase como uma “doença” pela maioria dos meninos e que precisa ser curada custe o que custar.

Primeira vez e seus cuidados

Muitos jovens acreditam que, por ser a primeira vez, não precisam tomar os devidos cuidados com o sexo. Erradíssimo! Assim como todos os tipos de relações sexuais, existe a possibilidade de contrair uma doença ou até acarretar em uma gravidez indesejada. Por isso, o uso da camisinha é indispensável.

É muito importante ser consciente e responsável. Toda relação sexual precisa de proteção, porque, além de prevenir a gravidez, evita a transmissão de doenças como HPV, herpes, HIV e sífilis, clamídia e gonorreia, que estão cada vez maiores entre jovens de 16 e 25 anos.

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